
Não só grande parte dos fãs de Metallica mas os de heavy metal em geral tem Cliff Burton como um mito insuperável das quatro cordas. Super valorizado ou não, o fato é que o ex-baixista do Metallica foi um dos grandes nomes da cena no começo dos anos 80, sem sombra de dúvidas. Mas como diz a música do Iron Maiden, “Only the Good Die Young”… E foi também seu caso, infelizmente.
Para quem quiser se aprofundar mais na história desse ícone da música pesada, ou até mesmo matar em parte a saudade, Joel McIver, colaborador da revista Record Collector, está lançando a biografia “To Live Is To Die: The Life & Death Of Metallica’s Cliff Burton” ["Viver É Morrer: A vida e a morte de Cliff Burton do Metallica", ainda sem tradução no Brasil].
São aproximadamente trezentas páginas recheadas de fotos, relatos de pessoas e parentes ligados ao músico, suas influências – que passavam do compositor clássico Bach ao southern rock do Lynyrd Skynyrd -, e sua sede de conhecimento e, claro, cerveja. Constam ainda depoimentos inéditos de pessoas como Steve Doherty, professor de baixo de Cliff; o fundador da gravadora Metal Blade, Brian Slagel; o fotógrafo Ross Halfin; e o primeiro roadie do baixista, Chuck Martin.
Músicos como Mikael Åkerfeldt (Opeth), Alex Webster (Cannibal Corpse), Alex Skolnick (Testament), Dave Ellefson (F5/ex-Megadeth) são alguns dos caras influenciados por Cliff e entrevistados por McIver nesse trabalho, sucessor de outra grande obra do escritor sobre o Metallica, lançado há cinco anos e traduzido para nove línguas: “Justice For All: The Truth About Metallica”.
Como registrado pelo crítico Joe Shooman, esse novo livro é “um tributo em palavras”.
Altamente recomendado!
Lucas Mosca