#1969# Ummagumma, Drogas e Rock´n´Roll!

ummagumma

As loucuras, extravagâncias e energia do ano de1968 parecem ter sido absorvidas totalmente pelos integrantes do Pink Floyd no período de gestação do álbum Ummagumma, lançado em 27 de abril de 1969, dois meses antes do mítico festival Woodstock.

Primeiro disco ao vivo do Floyd, o nome da obra já dá o tom da viagem que se segue ao longo de suas 16 faixas, divididas em quatro partes e dois álbuns. Ummagumma era uma gíria sexual da época, frequentemente utilizada pelos jovens de Cambridge, para se referir ao ato de fazer sexo. Ou melhor, foder.

Aclamado por muitos no início, e criticado por tantos outros anos após, esse play dos caras é psicodelia total, experimentalismo puro, mesmo. Talvez por isso tenha sido alvo de questionamentos, frustrações e xingamentos por parte de alguns fãs. Politizando o tema, o álbum é uma espécie de Muro de Berlim (aaaah The Wall…) do rock: divide opiniões há 40 anos, o mesmo tempo da unificação das duas Alemanhas. Mesmo assim, os britânicos David Gilmour, Roger Waters, Nick Mason e Richard Wright alcançaram, com esse disco, a 5ª posição dos mais vendidos na Inglaterra, o qual foi lançado em 25 de outubro de 1969 e, nos E.U.A, em 10 de novembro do mesmo ano. Na terra do Tio Sam, ficou na 74ª colocação nas paradas de sucesso. Disco de ouro em fevereiro de 1974 e platina em 1994. Detalhe: foi o primeiro trabalho do conjunto na lista norte-americana dos 100 mais vendidos.

O primeiro disco do álbum, com seus aproximadamente 40 minutos e quatro faixas, é a parte ao vivo: as gravações ocorreram no Mother Club Birmingham, em 27 de abril de 1969, e uma semana depois no Manchester College of Commerce, em 2 de maio. O esquizofrênico mas genial Syd Barret já não fazia mais parte do conjunto, porém uma das faixas mais emblemáticas, lisérgicas, de Ummagumma leva sua assinatura. Só poderia ser “Astronomy Divine”, do primeiro disco da banda, The Piper at the Gates of Dawn, que foi a escolhida para abrir o álbum – o qual contou com a participação especial da namorada de Mason como flautista -, ganhando novos contornos na guitarra não menos virtuosa de Gilmour. Se ele tinha tomado LSD ou não, como o compositor original, não se sabe, mas que ele deu conta do recado, não há dúvidas.

Nas 12 faixas do segundo disco, onde cada membro da banda teve seu espaço de criação e autoria, encontramos ainda mais doideira. Faixas como “The Grand Vizier’s Garden Party”, como o batera Mason mandando ver no seu kit e na percussão; a densa “Several Species of Small Furry Animals Gathered Together in a Cave and Grooving with a Pict”, canção de Waters inspirada nos sons e beleza da natureza; e “The Narrow Way”, com sua pegada amplamente progressiva.

Pode não ser uma obra-prima como The Dark Side of The Moon, mas Ummagumma é um marco na carreira do Floyd, tanto pelo seu experimentalismo quanto pela época em que foi gravado. A influência de Syd Barret é latente, apesar da sua ausência física.

Ouça, e boa viagem!

(Por Lucas Mosca)

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2 responses to this post.

  1. Syd Barret faz falta, mas “o show deve continuar”!

    Responder

  2. Posted by Leonardo on 27/12/2009 at 4:26

    Otima materia, excluindo que o nome da musica de Syd, nao é “Astronomy Divine” e sim “Astronomy Dominé”.

    Responder

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