Os Olhares do Mestre

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No rock existem vozes inconfundíveis, marcantes e de inquestionável talento, que influenciaram muita gente ao redor do mundo. Nesse contexto encaixa-se o lendário vocalista Ian Gillan, globalmente conhecido como frontman do Deep Purple

Paralelamente ao Purple, Gillan explora sonoridades diferentes do Purple em seus trabalhos solo, como é o caso deste seu último álbum: One Eye To Marocco. Em entrevista ao site classicrockrevisited.com, ele explicou o significado do título: “é uma espécie de metáfora, originária dos tempos recentes da política, que quer dizer ‘olhar em duas direções ao mesmo tempo’. Achei um nome apropriado para o disco, porque reflete minha condição atual, de ter que dar atenção ao meu projeto solo e à minha banda principal”.

A nova obra do vocalista passeia com maestria por ritmos como o soft rock (este principalmente), pop, blues e jazz, tudo isso mesclado a uma pitada de música latina. “Don´t Stop”, a terceira faixa do play, é um claro exemplo da pegada à la Santana.

Já em canções como “One Eye to Marocco”, com arranjos típicos da música marroquina; “Change My Ways”, que pela sua levada lembra o Dire Straits da fase Alchemy (1984); e “Better Days”, na sua pegada blues acompanhada pelo belo trabalho de backing vocals, evidenciam a salada musical de primeira que é o álbum – inspirado, carregado de feeling e muita técnica.

Para os fãs mais aficionados pelo rock clássico do Purple, faixas como “No Lotion For That” e “Ultimate Groove” – esta mais pelo trabalho de teclado – chegam, de modo tímido, a preencher a vontade de escutar um som mais direto.

As últimas músicas ficam por conta das emocionantes baladas “It Would be Nice” – com seu refrão – e “Always the Traveller”. Duas canções climáticas, recheadas de arrepiantes incursões de sax e melodias marcantes. Aquelas para ouvir tomando um bom e velho whiskão. De preferência 12 anos, o mesmo tempo que Gilan ficou sem nos presentear com mais um grande disco solo, como o resenhado nessas linhas.

(Por Lucas Mosca)

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5 responses to this post.

  1. […] entrevista concedida à estação, Gillan discorreu a respeito do seu novo álbum solo, One Eye To Morocco, e sobre sua história com o Purple e o Black […]

    Responder

  2. Caramba, o blog está muito bom!
    Outro ponto alto na carreira de Gillan é “Jesus Christ Superstar”. Uma performance vocal de arrebentar! Abraços.

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  3. Posted by Cassiano on 06/05/2009 at 19:55

    Ok, uma pena que a carreira solo dele não tenha se desprendido totalmente do Deep Purple, que para mim,quando entrou nos anos 90, com a perda de peças como Lord e Blackmore, virou algo bem repetitivo…Já os trabalhos solos de Gillan são muito originais e com um tom bastante eclético. Abração!!!

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  4. Posted by Cassiano on 06/05/2009 at 17:10

    Tenho os primeiros álbuns solos dele,ainda assinados como “Ian Gillan Band”…são excelentes…

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    • Cassiano eu tbm curto muito a carreira ‘solo’ do Gillan, seja com a IGB, com a banda GILLAN e mesmo como ‘Ian Gillan’…abração!

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