O ano do Creedence

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Enquanto várias bandas seguiam brisando em muita psicodelia e doideras cavalares em 1969, pirando de tudo quanto é jeito, o conjunto californiano Creedence Clearwater Revival trabalhava em três de seus melhores discos: Bayou Country, Green River e Willy and the Poor Boys, lançados naquele mesmo ano.

Formada no meio dos anos 60 por John Fogerty (guitarra e vocais principais), Tom Fogerty (guitarra), Stu Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria), o Creedence (nome adotado em 1967) começara a ganhar ainda mais a atenção do público e da mídia com a música “Proud Mary” – que chegou a vender um milhão de cópias -, do álbum platinado Bayou Country. Um rock direto, de pegada country, com fortes influências sulistas de nomes como The Band e Bob Dylan.

Antes, em 1968, já haviam faturado o disco de ouro com seu primeiro trabalho de estúdio (Creedence Clearwater Revival).

O mesmo ouro veio com o terceiro bolachão, Green River, que trazia outros grandes clássicos: a faixa título do álbum, uma ode à magia do Sul; “Lodi”, canção que explorava a vida de uma rockband em busca do seu espaço no cenário musical; e “Bad Moon Rising”, o maior sucesso do Creedence, com sua implícita alusão à Guerra do Vietnã. Já as demais canções seguem o pique do rock consistente, forte, limpo e objetivo, sem firulas. Marca registrada do grupo.

As características das composições de Green River também se fizeram presentes, ganhando ainda mais corpo, em Willy and the Poor Boys. Faixas como a de abertura, “Down in the Corner”, e “Fortunate Son”, com aquela batida gostosa do batera Clifford e a energia dos vocais de de John dando o tom, assim como o encerramento mais suave – porém não menos marcante- de “Efigy”, são alguns exemplos da qualidade do disco.

Assim como nos álbuns anteriores, quase todas as músicas foram escritas por John Fogerty, o “cabeça” do conjunto, que declarou em 1997 à imprensa: “Meu disco favorito é Green River. Essa é a alma de onde eu vivo musicalmente”.

Na época, o impacto causado pela obras rendeu ao Creedence o título de melhor banda do mundo pelo veículo britânico New Music Express – superando os Beatles – e diversos singles de ouro e platina emplacados nos E.U.A em 1970 e 1971.

Por seu afastamento da atmosfera dos temas psicodélicos e inspirados por drogas que permeavam os outros conjuntos do distrito de Haigth-Ashbury, o grupo dos Fogerty ainda ganhou o respeito da crítica e do público em geral, sendo considerada “a banda salvadora do rock´n´roll”.

Divergências à parte, realmente são três plays que marcaram época. E 1969, sem dúvida, foi o ano dos caras. Com direito à apresentação no festival de Woodstock e reconhecimento mundial.

(por Lucas Mosca)

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3 responses to this post.

  1. Posted by Carlos Ferreira on 09/09/2009 at 15:51

    Concordo com o que esse cara diz aí, muito embora o album mais vendido dos Creedence Clearwater Revival fosse “Cosmo`s Factory” de 1970, esses três albuns são um marco historico da musica Norte-Americana dos finais da decada de 60, a genialidade e criatividade de John Fogerty foi bem prolífera entre 1968 a 1971 ano em que ele produzio as melhores canções da banda, todos os albuns dos Creedence são bons, mas o pico de criatividade e originalidade de John Fogerty foi nesses anos, posteriormente e a solo, John Fogerty, tem tido uma carreira irregular mas tem feito bons albuns, nos ultimos anos tem andado de novo na ribalta, mas a época Creedence foi sem duvida a sua época de ouro, na carreira a solo John Fogerty fez um album “Blue Moon Swamp” que se pode pôr ao mesmo nivel dos albuns “Bayou Country”, “Green River” e “Willy and the Poor Boys”, por ultimo,como sou um grande fã dos Creedence Clearwater Revival e tenho todos os albuns da banda e todos os albuns a solo de John Fogerty e tambem de Tom Fogerty, posso ser suspeito mas o John Fogerty é o maior rock`n`roller vivo da actualidade, tanto como compositor, letrista, arranjador e produtor, como instrumentista (toca vários instrumentos, mas a guitarra é o seu instrumento de eleição) como pela sua potente e caracteristica voz, já agora, John Fogerty tem disco novo “John Fogerty The Blue Ridge Rangers Rides Again” desta vez um album de covers country.
    Charles Ferreira
    09.09.2008

    Responder

  2. Assino embaixo, Rondinelli. Se eu pudesse pedir a Deus (ou ao diabo) pra ter a voz de algum vocalista do rock, eu nem pestanejava: John Fogerty… o cara cantando Lodi é uma porrada emocional… além de ser um letrista foda… grande artista.

    Responder

  3. Posted by Rondinelli on 11/05/2009 at 2:56

    Simplismente uma das maiores,entra num top 5 fácil

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