Raridades Led Zeppelin I e II

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Tratando-se dos dois primeiros álbuns do Zeppelin, não faltam raridades espalhadas pelo mundo. Bem vindo a um mundo de capas diferentes, nomes de músicas trocados, acetatos exclusivos para rádios, cartuchos de oito pistas e prensagens teste; cada um deles tirando o sono dos colecionadores. As cotações são baseadas nas revistas Record Collector e Goldmine.

Prensagens Diferentes
Led ZeppelinI

O disco de prensagem inglesa mais raro do Zeppelin é o “Legendary Turquoise Sleeve”, onde o nome da banda e o selo da Atlantic aparecem não na tradicional cor alaranjada, mas sim em azul turquesa. Menos de duas mil cópias foram prensadas com esse erro de tonalidade. Recentemente uma dessas cópias foi negociada no eBay por mil libras. No Japão a estréia do grupo saiu numa luxuosa capa dupla (MT1067) pelo selo Nippon Grammophon e vale cerca de 80 libras. Em 1971 a Atlantic relançou esse elepê por lá (P10105A) com um pôster. Em 1992 nova prensagem, com um encarte extra e um obi caprichado (AMJY2000).
A capa do primeiro disco da banda também sofreu alterações em diversos países. Na Austrália e Nova Zelândia a contra-capa trazia um longo texto baseado no press release original inglês do grupo ao invés da foto do quarteto. Essa edição (SAL933232) chega a bater as 80 libras nos leilões pela net. Na África do Sul a capa saiu bem mais escura, quase marrom e com o selo mais antigo da Atlantic estampado. Na repúplica Tcheca, as letras do nome do grupo saíram em vermelho e na Espanha uma alteração curiosa, a foto da contra-capa era diferente daquela usada no resto do mundo. Essas prensagens sempre fazem sucesso no eBay.

Led Zeppelin II
A primeira prensagem inglesa do álbum (Atlantic 588198) foi distribuída pela Polydor e listava “Livin’ Lovin’ Maid” erroneamente como “Livin’ Lovin’ Wreck” e dizia que “The Lemon Song” era uma composição do grupo. Não se sabe ao certo quantas unidades foram prensadas, mas essa edição sai de 100 libras nos leilões pela net. Na terceira prensagem da Polydor, “The Lemon Song” vinha como “Killing Floor” e estava creditada a Chester Burnett, por exigência da gravadora de Howlin’Wolf (Burnett em pessoa) que reclamou pelos direitos originais da canção. Agora “Livin’ Lovin’ Maid” vinha com o subtítulo “She’s Just A Woman” ao invés de apenas “She’s A Woman” da primeira edição, e no lado dois mais uma peculiaridade: os créditos de composição referente ao baixista do Zeppelin apareciam com o nome de John Baldwin, o nome real de John Paul Jones.

A maior raridade referente ao segundo disco do grupo no entanto se dá a prensagem turca do disco (Atlantic SD8236) com capa diferente, já que a original foi censurada no país por trazer uma sátira as forças armadas alemãs (N.R. A Turquia foi aliada da Alemanha na II Guerra, mas foi logo derrotada). No lugar da capa original foi usado um desenho psicodélico de uma pessoa segurando três garotas nuas rodeada de ovos pelo chão! Essa capa bizarra faz com que esse disco chegue na casa das 800 libras no eBay. Na Alemanha e na Áustria, o álbum também foi lançado com uma capa diferente pela RCA (SK92508), trazendo uma foto da banda no palco e uma bela tipografia psicodélica, além de listar “Heartbreaker” como “Heartbreakers”. Vale atualmente no mínimo 100 libras. No Brasil o álbum foi lançado em 1970, antes do primeiro disco do grupo. Saiu como capa simples e com uma contra-capa diferente: além de uma foto promocional, o lançamento brazuca contava também com um texto hilário de Nelson Motta apresentando o Zeppelin para a moçada.
Compactos de 7’’

No início de 1969 foi distribuído para as rádios norte-americanas um compacto promocional (Atlantic EP 1019) exclusivo com duas faixas retiradas da estréia do grupo: Babe I’m Gonna Leave You” e “Dazed and Confused”. O item é avaliado em cerca de 300 libras, sendo que existem versões em mono e em estéreo na praça.

Em muitos países um compacto contendo Good Times Bad Times/Communication Breakdown, foi lançado em sete polegadas, com exceção do Reino Unido. Na Grécia no entanto foi lançado um compacto com Babe I’m Gonna Leave You/How Many More Times. Na Austrália a Atlantic lançou três EPs contendo canções dos dois primeiros álbuns da banda, assim como no México. Esses EPs valem mais de 300 libras cada atualmente. No Japão, apenas três cópias existem de um compacto com Good Times Bad Times/Communication Breakdown (DT1105Y400) que vinham num envelope de papel, cada uma delas valendo mais de mil libras. A versão promo com capa colorida (DT1105) vale 500 libras.

Na primavera de 1969 foi lançado na Inglaterra um promo em compacto para promover o disco de estréia, com Communication Breakdown/ Good Times Bad Times (584269). Apenas alguns poucos DJs e jornalistas receberam o disquinho, que vale 500 libras. É sabido também que Peter Grant negava veemente qualquer lançamento do grupo em single na Inglaterra, sendo que uma versão editada de “Whole Lotta Love” foi prensada de forma precipitada pela Atlantic, mas teve de ser recolhida no último instante por ordem do temido empresário. No entanto, para desespero de Grant, 500 cópias desse compacto escaparam de um armazém em Manchester. Esse compacto pode ser considerado um dos mais raros 7” da história da música pop, fechando facilmente em 500 libras.

Não podemos nos esquecer também dos compactos japoneses Whole Lotta Love/Thank You e Living Loving Maid/Bring It On Home (200 libras cada), lançados em 1970 e com capas deslumbrantes, ambas mostrando Page e Plant em ação. Na Itália também pintaram dois compactos: Heartbreaker/Bring It On Home e Moby Dick/Gallow’s Pole, essa última já do terceiro disco do grupo.

Acetatos

Recentemente surgiram dois acetatos teste na África do Sul do primeiro disco do grupo. Um tinha dois lados e o carimbo “Not Approved” (ATC 9180) e outro somente a faixa “Black Mountain Side”. Cada belezinha sai a partir de 300 libras nos leilões. Na Inglaterra pintou um acetato de apenas um lado com “Good Times Bad Times” (584269A), prensado sob pedido de Peter Grant. Só uma cópia deste acetato existe e se ele aparecer no eBay, deve começar na casa das 500 libras… Na América vários acetatos e prensagens teste também foram distribuídos para rádios, jornalistas e executivos. Em algumas poucas cópias os norte-americanos escreviam o nome do grupo no selo como “Led Zepplein” ou “Led Zeppelein”. Um desses acetatos chegou a ser leiloado por três mil libras no eBay!

Promos

No final dos anos 60 era comum na América os grandes selos distribuírem às lojas discos promocionais com seus principais contratados tomando conta de um lado do LP. No começo de 1969 a Atlantic prensou um desses promos com o Led de um lado e Dusty Springfield de outro (Atlantic TLS 35). Era comum também nesses lançamentos uma voz linkar os trechos principais de cada álbum entre as faixas, algo como um slogan que serviria para alavancar as vendas no instante em que esse promo estivesse rolando nos falantes das lojas pelo país. No lado do Zeppelin essa voz dizia: “O Led Zeppelin te levará para uma viagem inesquecível”. Esse item costuma ser trocado de mãos por não menos que 300 libras.

Compilações

Na metade dos anos 70 pipocaram pela Europa discos duplos sob o nome de 2 Originals Of, e um volume foi dedicado a reunir os dois primeiros álbuns do Zeppelin (ATL800005), com capa chamativa e tudo mais…Quem não gostou nada do lançamento foi Peter Grant, que mandou recolher os discos das prateleiras das lojas pela Alemnha e Ioguslávia, onde a bolacha já havia sido lançada. Quem segurou uma cópia conta hoje com pelo menos 200 libras no bolso.

Cassetes e 8-tracks

Uma das primeiras prensagens inglesas em cassete do primeiro disco chegou a sair também com as letras em azul turquesa e a ordem dos lados saiu trocada, com “Your Time Is Gonna Come” abrindo o lado A. No cartucho de oito pistas, “You Shook Me” e “Dazed and Confused” saíram editadas.

Esse artigo ficou de fora da pZ# 26 unicamente por falta de espaço…

O compacto espanhol de 1970 que ilustra este post foi inclusive um presente do amigo Víctor Bernardes, recém chegado da Espanha…o Víctor é o maior fã vivo do Zeppelin do Brasil…Além desse do Led ele ainda me trouxe compactos do Grand Funk, Free e uma shirt do mestre Terry Reid, show que ele assistiu por minha indicação…

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2 responses to this post.

  1. Posted by PASARLIMA on 23/09/2009 at 21:51

    A princípio achamos os preços muito caros, mas levando-se em conta que o gibi nº 1 original do Capitão América está cotado a US$ 300.000,00, o preço do primeiro Led ( turquesa ) é uma pechincha…

    abraços ao povo do Rock and Roll.

    Responder

  2. Posted by Jowzinha on 22/09/2009 at 11:36

    Nossa!!!
    Essas raridades do Led são bem interessantes!!! N tinha conhecimento. Mas sobre essa questão de troca de músicas de uma edição p outra, será q n é proposital?

    =**

    Responder

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