Êxtase e desolação: três dias de jazz no parque

Primeira edição do BMW Jazz Festival oscila entre o deslumbre das apresentações e a frustração de quem não conseguiu ingressos

Como já se tornou rotina nos festivais brasileiros, os ingressos para o BMW Jazz Festival se esgotaram poucas horas após a abertura das bilheterias. “Poucas horas”, entenda-se, não passa de força de expressão. De acordo com alguns compradores encalhados na desoladora fila da manhã do dia 10 de maio, a cota de entradas “evaporou-se” passados 40 minutos da abertura dos guichês. Aos fãs de boa música, como sempre, restou a esperança de comprar as entradas de algum amigo ou estranho na internet.

As falhas na organização provocaram o aglutinamento de um pequeno mutirão de espectadores sem ingressos às portas do auditório. A trivial concessão de muitos dos assentos aos patrocinadores – no caso, executivos e suas famílias -, acabou por separar uma expressiva quantidade de fãs da chance de verem seus ídolos. À injusta distribuição dos convites somou-se uma desastrosa política de vendas que permitia a compra de até seis entradas por pessoa. Resultado: convidados apáticos do lado de dentro, aficionados “a ver navios” do lado de fora.

Caridade e Mendicância

Muitos conseguiram entrar por obra de “caridade” dos desistentes. Os noivos Rafael e Julia juntaram um dinheiro na expectativa de comprar ingressos de desinteressados na porta do Auditório. Rafael teve sorte e logo encontrou um “vendedor”, ao passo que Julia continuava sem convite. Recusando-se a entrar sem a noiva, Rafael já se preparava para abrir mão do ingresso. Foi quando, ao conversar com espectadores egressos do Auditório, Julia, num arroubo de sorte, arranjou inesperadamente uma entrada. “Eles foram bastante tranquilos em doar-lhe os ingressos, dado que não gostaram do show”, explica Rafael.

Segundo o engenheiro, além de excluir do espetáculo um público realmente interessado, a reserva de ingressos aos vips favorece espectadores não familiarizados ao estilo de música em questão: “Como o jazz, principalmente o contemporâneo, exige alguma familiaridade e formação prévia para ser apreciado, as chances destas pessoas se frustrarem é grande. Não é como assistir a um show de blues, ou de uma cantora de MPB, que agradam à primeira audição”, defende Rafael. A pouca intimidade com a música instrumental, somada à pesada jornada de shows – três apresentações de uma hora e meia por dia (maratona desgastante para um público não acostumado a festivais) – precipitou a numerosa debandada de parte dos convidados vips.

Os aventureiros paulistanos não foram os únicos a correr ao Ibirapuera na esperança de garantir uma poltrona. Houve quem viesse de Araraquara (interior do estado, cerca de 270 km da capital) e até de Brasília (!) apostando na sorte de arranjar um ingresso na hora. Os brasilianos Bruno Aguiar e Flávio Silva, músicos e aficionados por jazz, partiram para São Paulo “às escuras”, sem a menor garantia de que atravessariam os portões do auditório. “Viemos na expectativa de comprar de alguém na porta, nem pensamos na possibilidade de ganhar os ingressos”, revela Bruno.

Enquanto observavam a movimentação, “apareceram dois camaradas músicos sem ingresso. Ficamos conversando e um deles ganhou um. Pouco tempo depois o outro ganhou e ofereceu ao Flávio. No fim do primeiro show, ganhamos mais dois de pessoas que saíam. A noite foi completa com um ato generoso de pessoas até então desconhecidas, sem falar no som que rolou lá dentro”. Bruno compartilha da opinião de Rafael quanto à política de venda de ingressos: “A questão dos ingressos foi um desastre por parte da organização. Muita gente que realmente queria, não compareceu pela falta de ingresso. Viemos porque a nossa viagem já estava paga, então resolvemos arriscar”. O músico aproveita para mandar um recado aos organizadores: “Achar que jazz é música de elite é subestimar as 15 mil pessoas que foram ao gramado do Ibirapuera assistir aos shows no último dia do evento”.

Os araraquarenses Tales Viviani e Leonardo Mauricio, por sua vez, não hesitaram em encarar a viagem de mais de três horas para engrossar a caravana dos “sem ingresso”. Assim como Bruno e Flávio, os amigos caíram na estrada na expectativa de encontrar convites na mão de desistentes. No primeiro dia, deram-se melhor do que imaginavam. Conseguiram duas entradas por R$ 50 cada (metade do valor original). ”A gente tem experiência, eu frequento festivais desde os anos 80. Quando só uma elite tem acesso aos convites, há muita cortesia por parte dos organizadores e o lugar não é tão grande, ‘batata’: muitos ganharão ingressos sem saber quem vai se apresentar”, diz Tales. Segundo ele, no entanto, a alta concentração de convidados vips faz com que “a chance de êxito na empreitada (de comprar ingressos na porta) seja grande”, já que muitos estariam dispostos a dar ou vender seus convites.

Comunhão e solidariedade

No segundo dia, a estratégia funcionou tão bem que nem precisaram abrir a carteira. “Contamos com a sorte mesmo. Como estávamos todos sem ingressos, nos unimos e começamos a pedi-los a quem saía do primeiro show da noite. Fizemos amizade com várias pessoas, alguns desistiram, mas quem persistiu conseguiu assistir a um ou dois shows”, revela Leonardo. Ainda segundo Tales, a condição desoladora de quem procura por um ingresso gera um inusitado senso de comunhão entre os “desapossados”: “Aos poucos você vai identificando quem está na mesma situação que você, e então rola uma espécie de solidariedade, com muita conversa sobre música, vida e experiência humana. É sempre gratificante, conseguindo ou não entrar nos festivais. Só a atmosfera do evento já vale a pena…”

Incompetência na organização e injusta distribuição de convites à parte, do ponto de vista musical o evento foi um sucesso como há tempos não se via no cenário do showbiz brasileiro.
Com curadoria do onipresente Zuza Homem de Melo, idealizador de festivais históricos como o Festival de Jazz de São Paulo (1978 e 80), o Free Jazz Festival e o Tim Festival, o BMW Jazz Festival teve a proeza de equacionar nomes consagrados, artistas ligeiramente negligenciados e representantes de peso da nova geração. Foi possível, assim, apreciar gigantes do calibre de Wayne Shorter e Marcus Miller, nomes importantes embora injustiçados, como Billy Harper, e expoentes estelares da nova geração, caso do saxofonista Joshua Redman e do baixista franco-catalão Renaud Garcia-Fons.

A expectativa maior se concentrava no primeiro dia, cujo fechamento estava a cargo do quarteto de Wayne Shorter.
Como se esperava, Shorter veio com um time de peso. A sessão rítmica incluía John Patitucci, um dos mais respeitados baixistas da geração fusion pós-Miles Davis, e a baterista Terri Lyne Carrington, substituindo o antigo dono das baquetas, Brian Blade. Aliado a Danilo Perez, pianista de vanguarda e abordagem minimalista, Shorter não demonstrou a mínima preocupação em cativar a plateia paulistana.

Difícil digestão

Com um set indecifrável, composto por três ou quatro números de 40 minutos cada, a performance do veterano ofereceu pouquíssimas concessões ao público. Salvo um pequeno trecho torpe e desfigurado da melodia de “Aquarela do Brasil”, poucos conseguiram identificar algum tema entre os sons que vazavam do emblemático sax de Shorter.

De degustação difícil, a atração mais esperada da noite foi, para muitos, um verdadeiro exercício de abstração. Quem esperava temas de discos clássicos como Adam’s Appel e Schizofrenia ficou definitivamente na saudade. Quando o quase octogenário saxofonista parecia evocar algum fragmento melódico familiar, não demorava em desconstruí-lo logo em seguida. Alguns temas pipocavam e sumiam em meio à improvisação caudalosa, compondo um anárquico pout-porri de vanguarda.

Desnecessário dizer que o show foi campeão de desistências do festival. Após três horas de música e apenas 15 minutos de descanso – tempo do intervalo entre as apresentações de Billy Harper e Joshua Redman, o público menos “entendido” (a esta altura profundamente enfastiado) jogou finalmente a tolha diante do hermetismo de Shorter. A dispersão maciça de parte da plateia gerou constrangimento e indignação entre os aficionados. Muitos se estrebuchavam ao ouvir frases do tipo: “Meu bem, vamos embora? Não aguento mais!”. Vale esclarecer, para os desinformados, que Shorter é “apenas” um dos últimos gigantes vivos do jazz.

Segundo dia

O sábado do BMW Jazz Festival reservou atrações nada óbvias para os dois primeiros shows. Com mais de seis décadas de atividade, os embaixadores do gospel americano, The Zion Harmonizers, foram encarregados da abertura. Embalada pelos fervorosos spirituals do grupo vocal, coube à excelente Orquestra Rumpilezz, do maestro Letieres Leite, a (ingrata) missão de esquentar o palco para a estrela da noite – a endiabrada Sharon Jones e seus Dap-Kings.

No show mais longo do festival – emplacando quase duas horas – a baixinha Sharon só não fez chover sobre a cabeça do público. Num set arrasador, com predominância de músicas de seu último álbum, I Learned The Hard Way, a maior cantora soul da atualidade conduziu os privilegiados a uma verdadeira catarse coletiva induzida pela música. E que música! Sharon, a “formiga atômica”, canta, geme, dança, “despiroca” e, acima de tudo, emociona.
Vigor físico.

Num pique alucinante de fazer inveja à “geração y”, Sharon fez os ainda não apresentados ao seu som duvidarem de seus 55 anos recém-concluídos. Nesse quesito, parece seguir sem firulas a cartilha de seu ídolo, James Brown, famoso pela entrega total com que se apresentava nos palcos. Brown, o “godfather of soul”, difundiu e eternizou como ninguém tal abordagem cênica, chegando a extremos como se recusar a interromper um show mesmo quando pequenos fios de sangue escorriam de seus sapatos. Tudo em nome da purificação e elevação da alma – fervor religioso herdado da pregação batista afro-americana, mãe inconteste da soul music e de grande parte das manifestações musicais negras dos EUA.

No auge do frenesi, Sharon faz graça: “Me disseram para não gastar toda a energia hoje… para salvar um pouco pra amanhã…. Vocês acham que eu devo parar?” A resposta, em uníssono, você pode imaginar.

É importante dividir a glória, no entanto. Apesar de roubar a cena com um carisma irresistível e uma performance arrebatadora, Sharon não faz tudo sozinha. Sua banda é igualmente espetacular. Os Dap-Kings conduzem o show com incrível vigor e mágica precisão.

Não deixam a peteca cair um segundo sequer. Os arranjos pontuais e “quentes” à lá Motown, o groove “insuportável” da sessão rítmica, o primor dos backing vocals e o incrível peso dos metais não são apenas floreios de banda de apoio. Ao ouvir o primoroso som retrô dos Daps, a sensação é de voltar ao tempo das dolentes baladas soul da Motown, ou do funk denso e enérgico do selo Stax, de Memphis, nas décadas de 1960 e 70.

Seguindo a melhor tradição da soul music, Sharon deixa a banda esquentar o tablado em números instrumentais antes de entrar em cena – expediente consagrado por James Brown e seguido, no Brasil, por Tim Maia, Gerson King Combo, entre outros. Uma vez em ação, a baixinha invocada não larga mais o osso. Após a extenuante jornada de quase duas horas, muitos se perguntavam se a “cinquentona” teria gás para comandar o show do dia seguinte (gratuito, ao ar livre e de menor duração). Quem conferiu a dobradinha no domingo pôde comprovar que a diva não desapontou.

Dobradinha

Sharon doou-se com quase a mesma intensidade, ora puxando um pouco o freio – ninguém é de aço – ora repetindo as danças frenéticas da noite anterior. Para uma “coroa” de 55 anos, conduzir uma única apresentação como a de sábado configuraria proeza suficiente. Repetir o feito no domingo, com uma performance igualmente irretocável, é algo nada mais que extraordinário. Para coroar sua visita a São Paulo, Sharon e os Dap-Kings se despedem com uma redentora versão de It’s a Man’s Man’s World, clássico sagrado de seu conterrâneo ilustre (James Brown é natural de Augusta, Georgia, mesma cidade da cantora).

Vale ressaltar a inteligente concepção temática da segunda noite do evento. Enquanto os outros dias apresentaram conceitos um tanto vagos – sexta-feira foi a vez dos saxofonistas, na “Sax Reunion”, e domingo a de músicos de diferentes países, na noite “Global” -, a programação de sábado primou por uma inventiva coerência conceitual. A noite “Roots”, como foi batizada, revelou-se extremamente bem-sucedida na tarefa de combinar diferentes raízes religiosas niveladas pelo jazz.

Tarde de verão e jazz

À catártica despedida de Sharon Jones se seguiu a exibição de Jazz on a Summer’s Day, excelente documentário de Aram Avakian e Bert Stern sobre a edição de 1958 do lendário Newport Jazz Festival. Com um cast estelar que incluía, entre outros, Thelonious Monk, Anita O’Day, Louis Armstrong, Jack Teagarden e Mahalia Jackson, o evento foi capturado pelas lentes argutas de Stern, que inovou também ao registrar imagens do público do festival. Com essa abordagem singular, o diretor legou à posteridade um precioso registro musical e comportamental de uma época. Os destaques incluem o mágico e descontraído diálogo entre Louis Armstrong e Jack Teagarden, a triunfante apresentação de Mahalia Jackson – maior intérprete gospel da história dos EUA – e a deslocada presença de Chuck Berry, cuja performance desleixada foi alvo de gozação dos jazzistas.

Terceiro dia

O escolhido para fechar o BMW Jazz Festival foi a lenda do baixo elétrico, Marcus Miller. Precedido por Tord Gustavsen e Renaud Garcia-Fons, aclamados ícones da nova geração (no jazz, a faixa-etária de 40 a 50 anos pode ser englobada nesse rótulo), Miller fez um show impecável e cheio de groove. A tendência compartilhada por muitos titãs do jazz de se cercarem de músicos jovens à medida que envelhecem (ou melhor, à medida que amadurecem musicalmente) é encampada também pelo experiente baixista nova-iorquino.

Releituras

Seguindo o exemplo de mestres como Miles Davis e Art Blakey, Miller formou uma banda de “garotos-prodígio” para exibir o prestigiado Tutu Revisted, projeto em que reencena o clássico Tutu, de Miles Davis. Em empreitada parecida lançou-se o veterano baterista Jimmy Cobb, ao recriar, no palco do extinto Bridgestone Music Festival, em São Paulo, o seminal Kind of Blue (também de Davis). Único integrante vivo do lendário quinteto que participou das gravações, Cobb foi a grande sensação do festival ao apresentar, na íntegra, o repertório de Kind of Blue ao lado de uma jovem banda, a The So What Band.

Com novos arranjos dos consagrados temas de Tutu – do qual participou como principal compositor, multi-instrumentista e produtor – Miller conduziu o show com suingue e autoridade. É de fato um privilégio testemunhar ao vivo a execução de um repertório que, a princípio, fora inteiramente forjado em estúdio. Explico: para a gravação do álbum, Davis convocou o jovem Marcus – à época com 26 anos – para tocar quase todos os instrumentos das sessões. As diferentes partes por ele gravadas foram combinadas posteriormente, no processo de mixagem, através de múltiplos overdubs. No disco, Miller é responsável pelas partes do baixo, guitarra, clarinete, sax soprano, sintetizadores, drum machines, entre outros instrumentos e efeitos. Miles contribuiu com o trompete, enquanto gravações adicionais ficaram a cargo do tecladista George Duke, do violinista Michal Urbaniak e do percussionista carioca Paulinho da Costa.

Prática corriqueira nos dias de hoje, tamanha exploração dos recursos de estúdio configurava certo tabu na época. A transgressão era agravada por se tratar de um disco de jazz, o qual, segundo os tradicionalistas, prescinde de total espontaneidade. Àquela altura de sua carreira, no entanto, overdubs não representavam exatamente uma novidade para o veterano Miles. Desde que a revolucionária invenção de Les Paul se difundiu pelos estúdios americanos, o trompetista fez largo uso da tecnologia. Davis nunca havia, no entanto, radicalizado a tal ponto suas aplicações. É isso o que faz de Tutu uma obra controversa. À época de seu lançamento, o disco foi atacado pelos puristas pela suposta falta de espontaneidade e “verdade” musical em sua concepção.

Para apresentar suas releituras da “obra maldita”, Miller trouxe ao Brasil um vigoroso quinteto formado por músicos na faixa entre os 20 e 30 anos. Sua ideia era homenagear o ídolo e parceiro de uma maneira que fizesse justiça à personalidade nada auto-indulgente de Miles. “Pensei comigo mesmo: se eu encontrar alguns ótimos músicos jovens para tocar essa música e tentar fazê-la soar nova mais uma vez, talvez o Miles gostasse disso”, revelou Miller recentemente.

Groove mortal

Apesar de principal solista e líder da banda, Miller concedeu espaços generosos para que seus pupilos improvisassem com liberdade. De sua parte, os novatos retribuíram à altura e não desapontaram o mestre. Amparados por uma “cozinha” funky, na qual Miller dividiu o groove com o jovem baterista Louis Cato, de apenas 23 anos, o trompetista Sean Jones e o saxofonista Alex Han puderam injetar nova vida aos temas originais do álbum. O teclado de Frederico Gonzalez Pena, embora competente na execução de padrões hipnóticos e passagens meditativas, pecou pelo timbre um tanto ¬new wave – único resquício aparente da década em que o disco foi concebido.

A performance de Miller dispensa comentários. Seja no groove pesado das linhas de baixo, nos impossíveis slaps, ou nos ousados solos de pegada guitarrística (nos quais se evidencia sua formação multi-instrumentista), o líder do grupo se consagra como um autêntico bass guitar hero (se é que existe tal denominação). Outro destaque vai para o gracioso trompete de Sean Jones, bem-sucedido ao emular os timbres e maneirismos de Miles sem, com isso, renunciar a uma virtuosa personalidade própria.

texto de Alexandre Napoli
Especial para a poeira Zine, que não foi credenciada para cobrir o BMW Jazz Festival, mas que conseguiu assistir aos shows graças à insistência deste repórter acima e à boa vontade de algum convidado vip que foi embora mais cedo…

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One response to this post.

  1. Posted by zm-jazzrock on 13/07/2011 at 21:17

    Alexandre e Bento,
    Excelente texto, parabéns…!
    Lamentável os fatos descritos. Desanimador ter que ler e conviver com situações como as acima relatadas. Se me permitem um comentário de ordem “prática”, aqui vai a minha opinião sobre shows em São Paulo (e acho que deve ser igual em todo o país):
    – aos amantes da boa música, salvem seus preciosos Reais (às vezes dólares) e comprem o CD, DVD ou Blu-Ray do artista/banda e assistam em casa, no conforto de suas poltronas, bebericando seu destilado ou fermentado predileto. No meu caso, a satisfação é “n” vezes maior e garantia de ZERO dissabores e desprazeres.
    Já tiveram a INgrata experiência de assistir ao Cirque de Soleil aqui no Parque Villa-Lobos? “deusmelivreguarde”, uma verdadeira selvageria. Cenas dantescas de absoluta falta de educação e civilidade. Enquanto que nas vezes que os assisti no exterior (LV), foi uma experiência gratificante e prazerosa.
    Não é questão de pouca paciência ou descrença no povo brasuca, é “apenas” uma triste contatação de como somos atrasados e pretensamente cultos, informados e educados.
    No início do ano, estive em NY (a trabalho) e consegui lugar numerado e sentado para assistir a um show no MSG, cerca de 20 minutos antes do início, DETALHE: a preço oficial, na bilheteria e sem atropelos.
    De qualquer forma, reconheço que os heróis da resistência que perseveraram defronte à bilheteria devem ter se deliciado com as atrações convidadas, enquanto que os VIP’s brincavam com seus smartphones, tuitando que a música era chata e longa, e que o Wayne Shorter tocava sax mal pracaraio, e que o Marcus Miller dava uns tapas em sua guitarra de 4 cordas, em vez de solá-la e tocar o hino do Timão em homenagem à Sampa…!
    Enfim…

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