Camel – extras pZ46

Por questões de espaço alguns álbuns do Camel ficaram de fora da “Discografia Básica” contida na edição atual da pZ (#46).

Confira abaixo as resenhas de alguns discos que ficaram de fora da versão impressa.

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The Single Factor (maio de 1982, Gamma/Decca) **

Semelhanças com o Alan Parsons Project à parte, principalmente na abertura com “No Easy Answer”, The Single Factor trazia um Camel mais fragilizado que nunca, criando canções curtas e atraentes ao rádio, tudo a pedido da gravadora. O título e a capa deixavam claro, Latimer estava sozinho na jornada e parecia mais perdido que nunca, mesmo com Peter Bardens dando uma canja em “Sasquatch” e com temas interessantes e bem construídos como “Heroes” e as instrumentais “Selva” e “End Peace”.

Stationary Traveller (agosto de 1984, Decca) **

Latimer sempre curtiu canções instrumentais. Neste álbum aparecem quatro delas, e são geralmente nesses temas que o bom gosto do guitarrista sobressai. Como todo álbum do Camel, tem seus momentos, mas alguns fãs não toleram Stationary Traveller pelos seus timbres oitentistas e suas melodias melosas. O último trabalho de estúdio dos anos 80 da banda é conceitual e foi baseado nas letras da esposa de Latimer, Susan Hoover, e seu interesse em histórias relacionadas ao muro de Berlim.

Pressure Points: Live in Concert (1985) ***

O segundo registro ao vivo do grupo prioriza o material lançado no final dos 70s e início dos 80s, além de várias canções do então novo álbum de estúdio da banda, Stationary Traveller. O show aconteceu no Hammersmith Odeon, em 1984, e trouxe Bardens como convidado em duas peças musicais de Snow Goose. O vídeo de mesmo nome é também recomendável e mostra que Latimer tem um estilo único de tocar sua guitarra.

Dust And Dreams (1991, Camel Productions) **1/2

Depois de anos de silêncio total, Latimer voltou com seu Camel e lançou mais um trabalho conceitual. Revitalizado e com liberdade de expressão, pois agora lançava seu material por conta própria, Latimer brilhou como nos bons tempos, com sua guitarra impecável, como na climática e até meio bluesy “Mother Road”. Diferente do Camel dos anos 70, mas recomendável para quem curtiu a fase mais pop da banda nos anos 80.

A Nod and a Wink (julho de 2002, Camel Productions) ***

O último álbum de estúdio lançado pelo Camel é leve, contemplativo, uma apropriada homenagem de Latimer a seu comparsa Peter Bardens, morto no mesmo ano de lançamento do disco. O tema mais forte do album é justamente sua faixa de encerramento, “For Today”, baseada nos atentados terroristas do 11 de setembro. Traz os vocais graves de Latimer e sua guitarra certeira. Teclados e flauta aparecem com maior força em A Nod and a Wink do que em Rajaz. Se for esse o derradeiro trabalho do grupo, seremos eternamente privilegiados.

2 responses to this post.

  1. Posted by Roberto Knoeller on 10/03/2013 at 5:57

    Parabéns pela belíssima matéria do CAMEL , Bento. A banda merece e nós também!

    Responder

  2. Camel faz parte da minha vida desde que ouvi pela primeira vez no radio,lá no início dos anos 70. Foi a trilha sonora da minha adolescência e,hoje adulto,posso dizer que foi a maior banda de todos os tempos.

    Responder

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