Archive for the ‘Clube do Bolha’ Category

O que Zappa tinha a dizer sobre o Grand Funk…e vice versa…

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Zappa produziu o disco Good Singin’ Good Playin’ do Grand Funk Railroad… Mas o que ele saiu dizendo por aí a respeito dessa parceria?

“Eu confesso que nunca tinha ouvido nada deles…só lia muitas críticas desfavoráveis nas revistas…Nos encontramos e cheguei a conclusão: que caras legais! Cantam bem e tocam bem (nota: dessa declaração de Zappa saiu o nome do álbum)”
(Creem – setembro de 1976)

“Foi realmente agradável produzir esses caras! Sempre que me relacionei com outras bandas nunca consegui criar um vínculo de amizade como o que tive com o pessoal do Grand Funk. Na maioria das vezes, as bandas famosas se levam muito a sério e não são nada interessantes…
Pra mim foi uma surpresa conhecer alguém do rock n’ roll que realmente é bacana. Eles possuem um ótimo senso de humor. Eles peidam entre eles e brincam de estilingue, ou seja, são caras com quem me identifico. Outro lance importante que temos em comum é o fato da crítica sempre publicar merda sobre nós. Eu também sempre passo por isso, então pode ter certeza que estarei sempre do lado deles…”
(Creem – setembro de 1976)
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A guitarra de Jimmy Page em ‘Bald Headed Woman’ do WHO!

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Até hoje, muito se comenta sobre a parceria de Jimmy Page com o Who. Através de estudos e levantamentos, acredita-se que Page participou de 60% das gravações roqueiras de Londres entre os anos de 1963 até 1966.

Erroneamente, alguns fãs garantem que Jimmy toca na música ‘I Can’t Explain’, sendo que na verdade ele gravou o solo de ‘Bald Headed Woman’, o lado B do compacto de ‘I Can’t Explain’. Quem confirmou o fato foi John Entwistle: “Quando fomos gravar ‘I Can’t Explain’, Jimmy Page estava no estúdio conosco, já que nosso empresário Shel Talmy queria que Page gravasse a guitarra solo da canção, pois achava que Townshend não estava rendendo o suficiente no estúdio. Pete por sua vez não esquentou muito com a possibilidade de ser substituído naquela canção, o que ele não aceitou de maneira alguma foi ter que emprestar sua Rickenbacker de 12 cordas para Page. Por esse motivo que Page não está em ‘I Can’t Explain’. Ele era o único cara da Inglaterra que tinha um pedal fuzz naquela altura, esse foi o real motivo pelo qual o chamamos”.

Talmy tinha verdadeira fixação por Page, declarando que ele era o melhor guitarrista de toda a ilha. Talmy acabou colocando Page não só na versão de ‘Bald Headed Woman’ do Who, mas também em músicas dos Kinks, Them e outros. Page também impressionou outro astuto empresário: Andrew Loog Oldham, que colocou o guitarrista em gravações dos Stones, John Mayall, Nico e Eric Clapton.

Texto de Bento Araújo
Matéria originalmente publicada na revista poeira Zine número 14.
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O ego inflado de Marc Bolan…

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Chegando ao estúdio Chateau d’Herouville, na França, Bolan e sua comitiva causaram muitas confusões, antes mesmo do início das sessões para The Slider. O estúdio luxuoso tinha fama de ser mal assombrado e era muito requisitado nos anos 70. Várias bandas e astros gravavam lá para fugir dos altos impostos ingleses. Bowie, Elton John, Jethro Tull, Uriah Heep e muitos outros gravaram seus álbuns no Chateau, mas ninguém armou um barraco sequer parecido com o armado por Marc Bolan.

O estúdio também acomodava as bandas, com quartos muito bem construídos. O quarto principal, uma espécie de ‘suíte presidencial’ seria usada por Bolan, mas havia um pequeno problema; ela já estava ocupada, o que deixou o líder do T. Rex extremamente furioso. O hóspede tinha deixado seus pertences no quarto e saiu para curtir a noite francesa. Marc não quis nem saber, ordenou que seu roadie pessoal jogasse fora todas as roupas e os pertences do hóspede. O roadie rebateu para Bolan: “Mas e se o sujeito voltar para pegar suas coisas?”, a resposta de Marc foi: “Isso não importa, jogue as coisas no hall de entrada do estúdio agora mesmo!”.

O avantajado roadie subiu para o aposento e voltou minutos depois dizendo: “Você não pode falar comigo como se eu fosse um animal e eu não irei tratar os outros como se eles fossem animais, portanto eu não irei jogar fora as roupas daquele cara!” Marc e o roadie ficaram se encarando por alguns segundos e a turma do ‘deixa disso’ precisou agir rapidamente para que o pau não comesse ali mesmo.

Pouco depois Marc se acalmou, sentou no bar e disse para todos: “Não se preocupem pessoal, isso é apenas uma coisa de ego…”

Texto de Bento Araújo
Matéria originalmente publicada na revista poeira Zine número 17.
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O slide preferido de Duane Allman…

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Coricidin ‘D’ (descongestionador nasal) e CoricidinHBP (para combater pressão alta) eram os preferidos de Duane Allman.

Não que esses medicamentos ‘dessem barato’ se misturados com álcool, mas na verdade os frascos desses remédios caíam como uma luva nos dedos do nosso gênio da slide guitar. Esse sempre foi um dos segredos do ataque sonoro de Duane, que não trocava seu vidrinho de remédio por nenhum outro slide, digamos, mais convencional.

Não demorou muito para gente como Bonnie Raitt, Rory Gallagher e Gary Rossington (do Lynyrd Skynyrd) começar a usar a embalagem do Coricidin para extrair sons mágicos de suas guitarras. Uma grande legião de guitarristas levou as vendas do medicamento às alturas. Sorte dos donos de farmácia.

Para a tristeza geral dos amantes das seis cordas, a embalagem parou de ser fabricada no início dos anos 80, mas uma réplica do recipiente foi disponibilizada pela Real Bottlenecking Company, uma empresa do Alabama, a partir de 1985.

Hoje em dia você pode adquirir uma réplica do vidro do Coricidin pelo site http://www.rbnc.net.

Texto de Bento Araújo
Matéria originalmente publicada na revista poeira Zine número 16.
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A Show Of Hands – 10 homenagens ao cinco contra um!

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1- “Pictures Of Lily”
The Who (1968)

O Who arruma uma boa receita para a insônia com uma antiga revista de sacanagem.

2 – “Bracelets of Fingers”
The Pretty Things (1968)

Da clássica ópera-rock S.F. Sorrow, o nome diz tudo.

3 – “My Ding-A-Ling” Chuck Berry (1970)

O mais pilantra (no bom sentido) dos rockers e sua receita infalível de amor próprio.

4 – “No Bone Movies”
Ozzy Osbourne (1980)

Depois da marcação cerrada de Sharon, Ozzy adorava mesmo era ver filme pornô em quarto de hotel.

5 – “Willie & The Hand Jive”
Johnny Otis (1958)

Cliff Richard também gravou e também era adepto do esporte.

6 – “Orgasm Addict” Buzzcocks (1977)
A prova de que a masturbação é um vício punk.

7 – “Teenage Kicks” The Undertones (1978)

Antes de ir para o rádio, a canção continha a frase: “I Wanna Hold It, wanna hold it tight”.

8 – “Captain Jack” Billy Joel (1973)

“Quando sua irmã sai para um encontro, tudo que lhe sobra é ficar em casa e se masturbar”, pelo menos é isso que recomenda o piano man.

9 – “The Beat”

Elvis Costello (1978)
Segundo Costello, o lance era brincar com seu brinquedinho. “Pump It Up”!

10 – “I Touch Myself”

The Divinyls (1991)
Lá do comecinho da MTV, o único hit da banda australiana fala de “tocar a si mesmo”.

Texto de Bento Araújo
Matéria originalmente publicada na revista poeira Zine número 16.
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A maltratada companheira de Rory Gallagher!

A guitarra descascada de Rory Gallagher, com seu aspecto “levemente gasto” é uma das marcas registradas do músico. Era seu diário, onde ele registrava seu dia-a-dia, suas emoções, seus medos e suas decepções.

Rory comprou sua famosa Fender Stratocaster em 1962, numa loja de instrumentos usados chamada Crawley‘s Music Centre. O rapaz era apaixonado pela Fender Strato, guitarra usada por um de seus ídolos, Buddy Holly.

O primeiro dono daquela Fender, que Rory viu na vitrine, era também um guitarrista de uma Showband irlandesa. A guitarra veio na primeira leva de Fenders que chegou na Irlanda e era objeto de desejo de muitos guitarristas locais. O antigo dono vendeu a guitarra porque tinha originalmente encomendado um modelo na cor vermelha e, por engano, recebeu aquela peça na cor “Sunburst”.
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Victor ou Victoria? Cinco roqueiros que agora são roqueiras…

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01 – David Palmer (foto) (Ex-integrante do Jethro Tull que agora atende pelo nome de ‘Dee’. Fez operação para mudar de sexo e abandonou a barba e o caximbo)

02 – Wayne County (Herói da cena punk de NY, mudou de sexo e virou Jayne County. Foi inspiração para o hilário filme Hedwig – Rock, Amor e Traição)

03 – Mark Free (Era vocalista da banda farofa King Cobra. Hoje atende pelo nome de ‘Marcy’ e trabalha em banco. Carmine Appice, que era seu companheiro de banda, não seguiu o mesmo caminho, apesar de posar para algumas fotos ostentando visual duvidoso)

04 – Walter Carlos (engenheiro de gravação, músico e compositor entusiasta dos sintetizadores. Mudou de sexo em 1967 (foi um dos pioneiros na operação) mas por questões de contrato precisou manter segredo até 1979, quando emergiu como Wendy Carlos. Sua trilha de Laranja Mecânica marcou época)

05 – Genesis P Orridge (Era líder da banda inglesa Throbbing Gristle. Implantou seios e mudou de sexo)
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